Dylan
Projetos Diversos (2024-2025)
Dylan Monroe (nome verdadeiro, Diego Almeida Moraes) é um ator brasileiro que conquista a carreira dos sonhos em Hollywood e no Brasil com seus golpes icônicos de karatê e carisma inigualável. No entanto, vive fortes conflitos em sua vida pessoal, especialmente àqueles ligados à sua orientação sexual.
Este personagem foi claramente inspirado em Johnny Cage, da franquia Mortal Kombat, e serviu como Trabalho de Conclusão de Curso para formatura no Conservatório Internacional das Artes.
Diego nasceu em 5 de março de 1998, em Brasília, de uma família de classe média, com valores fortemente influenciados pela religião católica. Cresceu ao lado do irmão mais velho marrento, Leandro. Os pais, Ana e Francisco, tinham carreiras consolidadas. A mãe era professora da rede pública, enquanto Francisco era analista de uma empresa de planos de saúde.
Diferentemente do irmão, Diego sempre foi muito extrovertido e brincalhão, acostumado a receber atenção dos pais e do restante da família. Sempre foi um tanto mimado durante a infância, uma criação totalmente diferente da do irmão mais velho.
Diego cresceu sonhando com grandes aventuras e levava sua energia caótica e contagiante para onde quer que fosse. Na escola, era geralmente o garoto popular, juntando grupos de amigos para realizarem brincadeiras arriscadas e que desafiavam a paciência dos professores.
Paralelamente a isso, também sempre foi muito forçado por seus pais a ir regularmente à igreja e colocar Deus como prioridade acima de tudo. Conforme crescia, entendia a importância da fé, mas criava uma repulsa por certas regras e imposições que a religião trazia em sua vida.
A Entrada no Teatro
Diego entrou para o curso de teatro aos 7 anos, com muita resistência de seu pai. Como não criava tanto interesse por esportes e sua vida era apenas brincadeira atrás de brincadeira, sua mãe discutiu muito com o esposo para que o filho pudesse cursar algo nas horas vagas.
Logo nas primeiras aulas, Diego se destacou entre os alunos por sua desinibição e entrega àquele mundo d efaz de contas. Apesar de tacar o terror e não parar de falar um segundo sequer, era indiscutível seu talento para aquela a arte e sua desenvoltura para os palcos.
Conforme o tempo passava e Diego apresentava peças mais desafiadoras para uma criança, sua alma também era banhada por emoções e empatia. Ele havia se tornado um garoto mais fácil de se emocionar e chorar, o que levou a um certo bullying neste período na escola e discussões com seu pai.
Em uma viagem apenas entre ele, seu irmão e o pai Francisco, Diego descobriria que o pai traía a mãe com uma amante. Em momento extremamente desconfortável, Diego flagrou Francisco com uma mulher no quarto do hotel sem querer, o que não apenas gerou um trauma pela cena absurda, mas também uma forte e lamentável bronca agressiva memorável. Diante de uma ameaça, Diego teve que guardar aquele segredo e conviver com aquela sombra dentro de si.
Essas ocorrências levaram Diego a se expressar cada vez mais no teatro e buscar por novas amizades colocando uma máscara de garoto divertido e brincalhão. Mas mal sabiam o desespero que tinha dentro de seu coração...
A Entrada no Karatê
Na pré-adolescência, um novo sentimento chegaria para turbilhar seu coração. Conforme via os seus amigos trocando olhares e já começando a falar em namoro, Diego não conseguia sentir amor pelas garotas. Na verdade, ele gostava de sair com elas como amigas e ficava tenso em ambientes muito masculinos.
Isso, somado a sua paixão pelo teatro, levou a muitos comentários na escola sobre ele ser um grande "viado" e um afastamento de várias tribos. Querendo provar algo aos meninos, Diego implorou a seus pais para que colocassem ele para fazer aulas de luta. Foi assim que o pequeno ator começou a praticar Karatê.
Foi difícil conciliar o karatê com o teatro e ainda os estudos. Ainda mais numa época de preparação para a entrada no Ensino Médio.
Nesta época também, Diego pôde participar de seu primeiro filme. Como era referência no elenco adolescente da cidade, Diego foi rapidamente aprovado no longa-metragem "Distrito da Arte", que estrearia no cinema alguns anos depois. Se já tinha paixão pelo teatro, agora ele ficaria ainda mais obcecado com a ideia de se tornar ator de cinema.
Sob supervisão de seus pais, aos 14 anos, Diego criou suas redes sociais e começou a focar na captação de seguidores e público para seu sonho.
Os próximos anos o desafiariam ainda mais para conciliar todas as suas responsabilidades. Já adquirindo mais independência, ele foi se afastando da religião, o que gerou discussões com seus pais, e buscando se aprimorar nos estudos. Em uma chance incrível, Diego participou de um casting para um filme de uma grande produtora, mas foi recusado por ter demonstrado muito nervosismo no teste e uma atuação mais exagerada.
Sem seus pais saberem, Diego começou a fazer terapia e decidiu adotar um alter-ego de alguém muito confiante e um tanto descolado e egocêntrico.
Perdendo a inocência
Com 17 anos, realizando o curta-metragem de terror "Procedimento do Pesadelo", Diego tentou se aproximar de uma colega de trabalho. Era uma forma de tentar provar para si mesmo de que ele era heterossexual e que todos aqueles pensamentos relacionados a sua sexualidade eram puramente tentações.
No encontro, Diego tentou ao máximo criar uma paixão por ela, mas não obteve resultado, lidando com uma frustração terrível e muita crise de ansiedade. Afastado da igreja, ele começaria a orar todas as noites para que Deus o "curasse".
A crise com sua orientação sexual levou Diego e performar ruim no teatro, nos estudos e até mesmo no karatê. Sem sucesso no vestibular, precisou aguentar os gritos e broncas de seus pais, e sermões do irmão mais velho, e trabalhar como garçom por um tempo.
Revoltado com a forma que estava sendo tratado pela família, Diego faz uma aplicação secreta para uma universidade de Los Angeles e obtém êxito. Ele utiliza um fundo de previdência para comprar passagens e planejar sua viagem de mudança. Ao contar para seus pais, esperando por uma surpresa positiva, ele recebe críticas duras e muita cobrança emocional.
Em uma noite fatídica, Diego briga com seus pais aos gritos e expõe a traição de seu pai. Deixando o caos acontecer, ele rapidamente faz suas malas e sai de casa, rumo a residência de um amigo para se preparar para uma nova vida. Essa foi a última vez que ele viu seus pais...
La Vita Nuova
Diego finalmente se muda para Los Angeles, onde consegue se manter trabalhando como garçom e estudando com a bolsa que ganhou na universidade. Ele dividia apartamento com um cara marrento que lembrava bastante seu irmão mais velho.
Apesar de uma cara nova em sua vida, ainda recebia mensagens e muita cobrança de sua família. Diego decidia ignorar todas com o rancor que criara em seu coração. As coisas em Los Angeles eram difíceis, mas lutava para conseguir se destacar.
Diego relatava sua rotina nas redes sociais, o que acabou garantindo a ele um número impressionante de seguidores, a maioria torcendo para seu sucesso na indústria estadunidense. Ao mesmo tempo que conciliava trabalho e os estudos, Diego, agora totalmente afastado da religião das inúmeras cobranças familiares, decidiu se permitir explorar sua sexualidade pela primeira vez.
Ele passou a frequentar bares LGBTQIA+ em Los Angeles disfarçado e adotando outro nome. Foi ali que ele teria sua primeira experiência com Thomas.
Sentindo-se um novo homem, Diego percebeu que queria mudar totalmente de vida. Ainda tinha inseguranças sobre sua homossexualidade, então decidiu nunca revelar ao mundo. Mas de resto, queria ter uma nova identidade.
Passeando em um shopping renomado da cidade, Diego viu um óculos escuros extremamente valioso. E na hora, a ideia de fazer com aquele objeto fosse sua nova máscara o consumiu completamente. Comprando o óculos e dividindo em um número absurdo de parcelas, ele o colocou pela primeira vez e assumiu o nome artístico de Dylan Monroe.
Dylan Monroe
Sempre usando seus óculos escuros icônicos de $500, Dylan ficou amplamente conhecido na universidade por este objeto. Era mais fácil reconhecê-lo pelos seus óculos do que quando estava sem. E se destacando nas apresentações do curso, ele logo começou a receber convite de cineastas iniciantes para participar em projetos amadores.
Aos 21 anos, perto de concluir o curso na universidade, Dylan foi convidado para o papel de Joseph Castell, o ajudante do detetive Sebastian Blake em um filme de terror de grandes promessas.
Nos bastidores do longa-metragem, Dylan também conseguiu se destacar com a equipe, apesar de sua personalidade "estrela" incomodando o ator principal. Tristemente, logo após o encerramento das gravações, o período da pandemia dificultou a carreira.
Por sorte, Dylan começou a namorar um homem chamado Brian pouco tempo antes e passaria a quarentena morando com ele. O filme estreou nos canais de streaming e não obteve o sucesso esperado, apesar de muito público brasileiro pelo papel de Dylan.
Conforme o tempo avançava, Brian se incomodava em não conseguir viver sua vida tranquilamente, já que Dylan insistia em em esconder sua sexualidade de todos. Na verdade, esse era o maior medo de Dylan, que a verdade viesse à tona.
Ao final de 2023, Brian e Dylan discutiram em uma noite. Pela fama, a discussão atraiu paparazzis e levantou questionamentos sobre a relação dos dois. Por conta de Brian e das dificuldades que poderia passar em Los Angeles, Dylan decide retornar ao Brasil por receber convites para grandes produções.
Retornando ao Brasil
Apesar dos grandes convites, Dylan ainda desejava retornar a Los Angeles eventualmente. Mas até que as coisas ficassem melhores com Brian, ele permaneceria em sua terra natal.
Durante o ano de 2024, Dylan se preocupou em aprimorar suas habilidades cênicas e montar estratégias para impulsionar ainda mais sua carreira, já reconhecida por seus óculos escuros e golpes icônicos de karatê.
Em uma noite durante gravações de uma série, um assassinato ocorreu no hotel onde Dylan estava hospedado. Apontado como um dos suspeitos, precisou ficar horas trancado em uma sala com outras pessoas desconhecidas. No entanto, tudo se tratava de um teste.
No natal do mesmo ano, Dylan percebeu que a solidão estava o atingindo bem mais do que imaginava. Conversando com Jesus depois de tanto tempo, ele desenvolveu uma vivência maior em seu mundo da imaginação, quebrando frequências para descobrir quem era seu criador.
Depois de ser aprovado para um filme de romance com a atriz nacionalmente famosa Catarina Guimarães, Dylan desenvolve uma forte amizade com a parceira, admitindo ser gay e seu medo de que isso atrapalhasse em sua carreira.
Eventualmente, o furo jornalístico sobre sua homossexualidade seria divulgado em um grande portal de notícias, vindo de dois membros da equipe de produção que ouviam as conversas entre Dylan e Catarina. O ator não fica surpreso com a atitude da dupla, considerando o jogo sujo que ambos realizavam nos bastidores contra ele e amigos próximos. Certo dia, a mulher teria até mesmo tirado tarot falso para apontar um escândalo de traição envolvendo Dylan e ainda teria mostrado anotações do diário de Dylan para outros membros da produção, caso que o fez apelidá-la de "Bruxa de Taubaté".
Mas independente disso, ele teria que arcar com a polêmica que colocaram para ele. Ao procurar seu criador, Dylan toma a atitude de aceitar seu lado que sempre escondeu. Não apenas para seu bem, mas também para servir de inspiração e referência a todos que sofreram o mesmo mal que ele.
Levantando pela primeira vez uma bandeira LGBTQIA+ e com seus óculos escuros, Dylan decide declarar sua homossexualidade publicamente, não ligando para as críticas que viessem. O ator logo seria convidado para diversas produções e se tornaria referência no combate à LGBTfobia.
Já no mundo de seu criador... a qualquer momento ou quando o público quiser, Dylan pode colocar seus óculos escuros e entrar em ação.
Sobre a criação do personagem:
Quando nosso professor nos contou da tarefa final para a formatura no Conservatório Internacional das Artes de criar um personagem metódico, me veio imediatamente na cabeça a ideia de um personagem totalmente inspirado em Johnny Cage, de Mortal Kombat.
Sempre fui muito fã de Johnny e meu primeiro personagem do cinema foi muito inspirado nele. Dylan poderia ter ainda mais influência, junto com uma crítica dessa vez. E foi ali que pensei em um ator famoso com um conflito forte, de não poder ser quem ele é de verdade, por conta de preconceito e de uma masculinidade altamente restritiva.
Ao contrário dos outros personagens em que tinha o roteiro e fazia análise, levantando hipóteses sobre justificativas de ações e falas, Dylan eu não tinha nada. Apenas a base de sua personalidade.
Então com ele, listei algumas características que sentia essenciais e fui levantando alternativas de justificativas para compor a Linha do Tempo. Outras vinham conforme eu escrevia sua gênesis e sentia que cabia perfeitamente ao personagem.
Aqui, tive que ocultar muita coisa da Linha do Tempo, até pelo espaço do site e pelas descrições minuciosas que fiz de algumas lembranças traumáticas, todas se conectando ao seu medo de ser exposto.

O laboratório era uma tarefa obrigatória do trabalho. Um dos laboratórios que fiz foi aulas particulares de karatê com o professor Fabio Nunes da Silveira. A experiência ajudou na construção da fisicalidade de Dylan.
Além disso, entrevistei Diogo Bellau, youtuber nacionalmente conhecido pelo canal "Diogo Paródias", para entender um pouco mais sobre os pros e contras da fama. Também fiz um laboratório de pesquisa sobre bares LGBTQIA+, tanto brasileiros quanto os de Los Angeles.
Também conversei bastante com pessoas que passaram pelo que Dylan passou, de precisar esconder sua sexualidade para ser aceito em locais, empregos e círculos sociais. E tudo isso me inspirou a levantar muito minha voz na arte em prol da comunidade.
Sinto que imersão nele foi bem grande, a ponto de levá-lo comigo quando eu precisava de um toque a mais de coragem e ironia. Isso até mesmo incomodou algumas pessoas que estavam próximas de mim na época, e que eu deveria ter me atentado e me afastado o quanto antes. Situação que inclusive me fez analisar depois tudo de longe e me inspirou a escrever mais capítulos de sua Linha do Tempo.
Em alguns curtas, gosto de trazer as dinâmicas da Técnica Chekhov, como se Dylan também tivesse seu próprio Espaço Mental e não apenas lidasse com seus personagens nele, mas também comigo, seu criador.
.png)